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ESTAMOS VIVENDO UMA GUERRA CÍVIL ?

Sejam bem-vindos ao Pico Pereira em Debate quero saber sua opiniao  a respeito dos mais diversos assuntos que compõem a nossa sociedade.  compartilharem ideias e pontos de vista, afinal opinião é para ser respeitada, mas não para ser aceita como verdade absoluta.

Será que a policia é realmente inimiga da sociedade ou estamos vivendo na era das inversões de valores? O problema da segurança vem da administração econômica ou parte do lado cultural do brasileiro? Será que esse sono da morte em que vivemos algum dia vai ter fim?
De sua opinião sobre o assunto, lembrando sempre de respeitar as opiniões dos outros usuários. Nunca julgue apenas compreenda!

COMO A ORDEM DE NASCIMENTO PODE AFETAR A PERSONALIDADE DE IRMÃOS?


“A única coisa que podemos ter certeza em qualquer família é que o primogênito e o segundo nascido sempre serão diferentes”, diz o Dr. Kevin Leman, psicólogo que estuda a ordem de nascimento desde 1967 e é o autor de vários livros sobre este assunto. 
A diferença entre os comportamentos das crianças tem a ver com a sua ordem de nascimento, e tratamento dado por seus pais. Simplesmente por ser o primeiro filho de um casal, o primeiro nascido será, naturalmente, um tipo de experimento para ambos, uma mistura de instinto e julgamento e erros. Isso pode fazer com que os pais tornem-se super protetores, neuróticos e rígidos.
Então, talvez o primogênito possa se tornar um perfeccionista, sempre tentando agradar seus pais. No caso do casal que decide a ter um segundo filho, eles tendem a tratar com mais delicadeza, tendo aprendido com as suas primeiras experiências. Eles também podem não ser tão protetores dele e não se preocupar tanto, porque há outra criança vivendo com eles. Isso fará com que o segundo nascido seja menos perfeccionista, porém mais necessitado de reconhecimento. Mas é o tratamento paternal que irá gerar suas possíveis características.
ordem dos irmãos e suas personalidades



PRIMOGÊNITO

Como o líder do grupo, primogênitos tendem a ser: os motoristas confiáveis, de consciência, prudentes e bem sucedidos. Eles se satisfazem com a presença de seus pais, o que explicaria por que às vezes funcionam como pequenos adultos. Eles são os mais diligentes e querem ser os melhores em tudo o que fazem. Eles são excelentes para ganhar os corações dos mais velhos.
Lori Kiel McGowan, uma trabalhadora da saúde pública e mãe de dois meninos em Cambridge, Massachusetts, pode dizer isto. Ela descreve seu primogênito Kiel, de 6 anos, como uma criança inteligente que prefere a companhia de adultos ou jovens, em comparação com seus colegas de escola.
ordem dos irmãos e suas personalidades
“Para o seu sexto aniversário, ele convidou seis amigos de sua escolha”, conta McGowan. “Por cerca de 40 minutos ele se escondeu em um canto atrás de um sofá e começou a chorar. Eram crianças de sua escola e do bairro. Mas, no fim, ficou tudo bem”.
Quando confrontados com uma situação nova, a natureza prudente se manifesta na forma de introversão. No entanto, quando se acostumam com um novo ambiente, eles param de se preocupar.
ordem dos irmãos e suas personalidades



IRMÃO DO MEIO

“O filho do meio pensa e sente algo como: ‘bem, eu não sou o melhor, eu não sou o mais novo, quem sou eu?'”, diz o terapeuta Meri Wallace.
Geralmente, tendem a ser pessoas pacíficas (alguns rebeldes), e tem facilidade em fazer amigos. Holly Schrock, uma mãe de 31 anos de Newtown, Pensilvânia, descreve sua segunda filha Maggie como uma “menina com desejo de liderança” e um pouco rebelde. “Você pode dizer a ela ‘vá e pegue suas roupas’ ou ‘vá colocar seu maiô que você vai para a piscina’, e se ela estiver fazendo algo importante, irá responder um ‘não’ ferozmente”.
Diz o Dr. Leman que, os filhos do meio são os mais difíceis de controlar, já que competem diretamente com seus irmãos mais velhos. Por exemplo, o sexo é uma variável. Se o primogênito é um menino e a do meio é uma menina, ela pode possuir algumas características do primeiro filho, pois apesar de ser a segunda filha, ela também é a primeira menina.
É o caso de Maggie, que apesar de ter um irmão mais velho, possui características de liderança de um primogênito. “Ela adora ser uma pequena mãe, especialmente com os mais jovens”.



O CAÇULA

Crianças mais jovens tendem a ser os espíritos livres da casa, devido à maior experiência dos pais com os filhos anteriores. Isto significa que os pais já não os observaram tão de perto, dando assim maior liberdade à criança.
O bebê da família tende a ser: amoroso, tranquilo, manipulador, extrovertido, protagonistas e egocêntricos.
Megan, uma dona de casa e mãe de San Diego, diz que seu pequeno Kacey, de 7 anos, gosta de se destacar sobre os outros, e sempre lutar para aparecer mais. “Kacey gosta de ir para o quintal e fingir estar se apresentando em shows”, diz sua mãe. “Uma vez eu estava ajudando sua irmã mais nova, Jéssica, a andar de skate, e quando notei, Kacey estava fazendo piruetas e se atirou no chão para chamar a nossa atenção”.



O FILHO ÚNICO

Sem irmãos com quem competir, essas pessoas tendem a monopolizar a atenção dos seus pais e dos seus recursos, não apenas por um pequeno período como o do primogênito, mas sempre. Isso faz com que eles sejam algo como um “super primeiro nascido”. Meninos com o privilégio (e responsabilidade) de ter todo o apoio e as expectativas dos pais sobre seus ombros. Muitas vezes: mais maduro do que o normal, perfeccionistas, conscientes, diligentes e líderes.
Basta apenas um encontro com Lilia, de 5 anos, para perceber que “ela tem um refinado senso de humor e, por vezes, é um dos poucos de sua idade que usa o sarcasmo com duplo sentido”, conta Razan Brooker, sua mãe. “Os professores ficam muito surpresos com seu nível de compreensão do humor adulto”.
Mesmo sendo muito jovem, Lilia exibiu uma notável maturidade. Como muitas crianças, ela chupou seu dedo. Mas, em vez de fazer birra e gritas quando lhe pediram para parar, ela brincou um pouco e parou. “Em seguida, ela começou a contar os dias que conseguia sem chupar os dedos, e um mês depois, chegou a dormir com as mãos relaxadas”.
O que você acha? Personalidades podem estar estreitamente relacionadas com a ordem de nascimento?

A força da existência!


Veja, abaixo, algumas imagens que vão fazer você repensar toda sua existência:

1. Você vive aqui, no planeta Terra
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2. Aqui é o sistema solar, que funciona como um bairro para a Terra
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3. Tá vendo isso? É a distância, em escala, entre a Terra e a lua.
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4. Achou que a foto de cima nem parece ser tão distante assim? Pois então fique sabendo que entre a Terra e a lua, caberiam – enfileirados – todos os planetas do sistema solar!
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5. Vê essa mancha verde, minúscula, ao lado de Júpiter? Esse seria o tamanho da América do Norte nesse planeta!
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6. Esse grandão aí é Saturno. A Terra não chega nem aos seus pés, com relação ao tamanho. Aliás, 6 Terras seriam apenas a largura dos anéis de Saturno…
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7. Aliás, assim ficariam os anéis de Saturno, caso estivessem ao redor da Terra.
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8. E essa imagem mostra como ficaria um cometa, comparado com a cidade de Los Angeles!
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9. E, se você achou grande o cometa, ele não representa nada, se comparado ao tamanho de nosso Sol
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10. Assim é nossa Terra vista da lua
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11. Bom, e assim é a Terra vista de Marte…
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12. E… bem, assim é a Terra vista por trás de um dos anéis de Saturno
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13. Aqui, a Terra vista por trás de Netuno… há cerca de 4 bilhões de quilômetros de distância
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14. E, como você pode ver, esse é o tamanho da Terra, se comparada ao sol
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15. E… esse é o nosso sol, vista da superfície de Marte!
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16. Agora, se você tinha dúvidas sobre a frase “Há mais estrelas no espaço que grãos de areia em todas as praias da Terra”, essa imagem deve responder a você:
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17. Inclusive, há estrelas imensamente maiores que nosso sol!
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18. VY Canis Majoris. Esse é o nome da maior estrela do universo (que se tem notícia até agora). A imagem abaixo mostra sua proporção frente a outras estrelas que consideramos também grandes… Aliás, ela é 1.000.000.000 de vezes maior que o sol
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19. Mas nada disso se compara ao tamanho da galáxia. Na verdade, se você encolher o Sol até ele ficar do tamanho de uma célula branca do sangue e encolher a Via Láctea utilizando a mesma escala, a Via Láctea teria o tamanho dos Estados Unidos:
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20. E a Via Láctea, claro, é gigantesca. Inclusive, aqui é onde você pode ser encontrado nela
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21. E, mesmo que você tente observar com detalhes, isso é tudo que você vai ver: você está em algum lugar do círculo amarelo
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22. Essa aqui é a Via Láctea comparada a uma outra galáxia, a IC 1011, a 350 milhões de anos-luz da Terra e muitas vezes maior que a nossa galáxia.
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23. Só para que você tome consciência da imensidão do universo e de nossa pequenhez, essa foto, tirada pelo telescópio Hubble, mostra milhares de galáxias, cada uma contendo milhões de estrelas e, cada uma, com seus próprios planetas!
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24. Aqui temos uma das galáxias retratadas, UDF 423. Essa galáxia está a 10 BILHÕES de ano-luz. Quando você olha para essa imagem, está olhando para bilhões de anos no passado
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25. Aliás, essa é uma imagem muito, muito pequena do universo… ou melhor dizendo: é apenas uma fração minúscula do céu noturno.
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26. Aqui, por exemplo, temos o tamanho de um buraco negro comparado com a órbita da Terra. Apenas para lhe assustar, tome nota de que existem alguns (muitos) desses lá fora
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27. E então, tudo isso que mostramos até agora, é para mostrar para você, caro leitor, que quando você estiver chateado com coisas mínimas, apenas se lembre de tudo que viu nessa matéria. Aliás, para dar uma “forcinha”, tente encontrar onde você está inserido nessa imagem (abaixo). Com certeza seus problemas se tornarão muito mais fáceis de ser resolvidos (rs):
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Fala sério, você se reavaliou e avaliou toda sua existência depois disso, não?

Os paradoxos que atormentam a humanidade


Para que gosta de paradoxo aqui vão onze que prometem deixá-lo pensando por um longo tempo. Só uma coisa: se estiver com hora marcada para alguma coisa, não discuta um desses problemas com ninguém.A conversa certamente vai se prolongar e você vai se atrasar.

Fonte: Hypescience.com
Paras que não sabe o paradoxo segundo a Wikipedia um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade". A identificação de um paradoxo baseado em conceitos aparentemente simples e racionais tem, por vezes, auxiliado significativamente o progresso da ciência, filosofia e matemática.

11. ONIPOTÊNCIA


“Deus é capaz de fazer uma pedra tão pesada que nem ele possa levantar”? Nessa questão reside um paradoxo de discussão interminável. É muito simples: se ele pode tudo, tem que ser capaz de também fazer essa pedra. Mas se isso for verdade, ele não é capaz de tudo, porque não pode levantar a pedra que ele mesmo criou.





10. GRÃOS DE AREIA

Um grão de areia não poder ser considerado um monte de areia, certo? Bem, considere a seguinte situação: um milhão de grãos de areia faz um monte, correto? Agora, esse monte de areia menos um grão continua sendo um monte, não é? Se tirarmos mais um, ainda assim é um monte, certo? Então, repetindo essa operação por várias e várias vezes, chegaremos ao ponto em que haverá apenas um grão de areia, e esse grão de areia será também um monte. A questão é: quantos grãos de areia fazem um monte?

9. NÚMEROS INTERESSANTES

Imagine um conjunto qualquer de números naturais. Pense neles como “interessantes” (que tenham alguma característica relevante, como ser o primeiro número primo, ser o maior do conjunto, o menor, qualquer característica) e “desinteressantes”.
A premissa é a seguinte: é impossível haver números desinteressantes. Pelo seguinte motivo: suponha que você separa, em um conjunto, os números interessantes dos desinteressantes. Entre os desinteressantes, certamente haverá o menor de todos, o menor dos desinteressantes. Assim, ele tem uma característica relevante, e passa para o grupo dos interessantes. Então, o que era o segundo menor dos desinteressantes passa a ser o menor, portanto, é também relevante, e passa aos interessantes. Assim vai até que não haja mais nada no conjunto dos desinteressantes.
8. O PARADOXO DA FLECHA

Para um objeto se mover, sua posição no espaço deve mudar, certo? Pois bem, esse paradoxo do filósofo grego Zeno de Eleia (495 a.C – 430 a.C) diz que os objetos não se movem. Considere um instante como uma fotografia, cada espaço de tempo é uma fotografia na qual o objeto está parado. O exemplo usado por Zeno é o de uma flecha voando pelo ar. Se pudéssemos pegar o máximo de fotografias possíveis durante o movimento, em todas elas o objeto está parado, ou seja, ele jamais se moveu.


7. AQUILES E A TARTARUGA

Mais um paradoxo relacionado aos gregos, e mais uma vez sobre movimento. Aqui a situação é essa: imagine que o guerreiro Aquiles vai apostar corrida contra uma tartaruga. Aquiles dá à tartaruga uma
vantagem de 30 metros. O paradoxo diz que Aquiles jamais conseguirá ultrapassar a tartaruga, pela seguinte razão: Quando Aquiles percorrer esses 30 metros, a tartaruga terá percorrido, digamos, 3 metros. Assim, quando Aquiles chegar aos 30 metros, que foi o ponto inicial da tartaruga, ele terá ainda que percorrer a distância que o separa da tartaruga para alcançá-la. Quando ele percorrer esses 3 metros adicionais, no entanto, ela já terá percorrido mais um metro, por exemplo. Se seguirmos essa lógica, Aquiles nunca poderá ultrapassar a tartaruga. Porque, sempre que ele chegar ao ponto em que a tartaruga estava quando ele atingiu o ponto anterior dela, ela já terá andado um pouquinho mais.

6. O PARADOXO DA INDECISÃO

O paradoxo original é de autoria, segundo consta, de Aristóteles, mas foi “oficializado” pelo filósofo Jean Buridan no século XIV. Eis a história: um burro, quase morrendo de sede e fome, encontra, ao mesmo tempo, uma tigela de água e um monte de feno. Indeciso, ele fica ponderando sobre qual a decisão a tomar: se mata primeiro sua sede para então matar a fome, ou vice versa. Ele morrerá de ambas as coisas antes que consiga tomar uma decisão final.

5. O ENFORCAMENTO SURPRESA

Um homem condenado à forca é sentenciado da seguinte forma: ele será executado em um dos dias de semana seguinte (um dia de semana), ao meio-dia, mas será uma surpresa. O juiz afirma que ele não saberá qual o dia do enforcamento até o instante em que, ao meio-dia, o carrasco baterá à porta de sua cela. Ao ouvir isso, o condenado começa a refletir, e chega a uma maravilhosa conclusão: ele não poderá ser executado! Pelo seguinte motivo: ele começa concluindo que o enforcamento não pode ser numa sexta. Se ele não acontecer até quinta, significa que só poderia ser na sexta, ou seja, não será uma surpresa para ele. Assim, o enforcamento só pode acontecer entre segunda e quinta. Daí, ele usa o mesmo raciocino: se chegar quarta-feira à noite e ele não for executado, não poderá mais. Porque sexta é impossível, e quinta, sabendo disso, não será também uma surpresa. Com quinta-feira descartada, só lhe restam segunda, terça e quarta, e o mesmo raciocínio é aplicado, até que o enforcamento não possa acontecer. Confiante, ele vai para a cela convencido de que não poderá ser enforcado. Quarta-feira, ao meio-dia, o carrasco bate à porta. Como ele estava crente que não seria executado, foi uma surpresa: o juiz não mentiu.

4. O BARBEIRO

Imagine uma pequena cidade aonde há apenas um salão de barbearia. Nem todos os homens da cidade vão ao barbeiro, assim, a população masculina da cidade pode ser dividida em dois grupos: os que se barbeiam sozinhos e os que vão ao barbeiro. Logo, assumimos que o barbeiro faz a barba de todos os homens que não barbeiam a si mesmos, certo? Mas aí caímos no seguinte paradoxo: o barbeiro faz ou não faz a sua própria barba? Se não fizer, ele (como “consumidor”) deve fazer a própria barba, ou seja, ele faz a sua barba! Mas se ele faz a própria barba, sua pessoa (como consumidor) entra no grupo dos que não fazem a própria barba (por isso vão ao barbeiro). Assim, se ele faz a própria barba, ele não faz a própria barba! Pense, pense…

3. A IMORTALIDADE DE ZEUS

Epimênides (cerca de 600 a.C) assegurava que Zeus era imortal. E afirmava isso com o seguinte poema:
Formaram uma tumba para ti, ó santo e elevado
Os cretenses, sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos!
Mas tu não és morto, tu vives e permaneces para sempre,
Pois em ti vivemos, nos movemos e temos nosso ser.

Ele chamava todos os cretenses de mentirosos. Mas ele próprio também era cretense. Assim, surge o paradoxo: se todos os cretenses são mentirosos, ele também é. Mas ele disse que todos são mentirosos. Se ele também é, isso é uma mentira, então todos são verdadeiros. Mas se todos são verdadeiros, ele também é (porque é um cretense). Mas ele disse que todos são mentirosos… e assim continua até você desistir de achar a solução.

2. O PAGAMENTO DE PROTÁGORAS

O Filósofo Protágoras (492 a.C) estava instruindo um discípulo, Euatlo, a arte da retórica e argumentação, para falar aos tribunais. Para comprovar a eficácia dos ensinos de Protágoras, eles fizeram o seguinte acordo: se Euatlo vencesse seu primeiro caso no tribunal, ele pagaria o preço do ensino a seu mestre; caso contrário, não pagaria. Aí, Protágoras fez o seguinte: processou Euatlo pedindo a quantia estipulada. Protágoras afirmou que ele seria pago de qualquer jeito. É claro, se Euatlo fosse derrotado no tribunal, teria que pagar a indenização, mas se vencesse, pagaria o preço de acordo com o trato feito. Aí, Euatlo replicou, dizendo o contrário: que não poderia pagar de jeito nenhum. Ora, se vencesse o julgamento, este dizia claramente: Euatlo não deve pagar Protágoras. Por outro lado, se Protágoras vencesse o caso, Euatlo não deveria pagá-lo, porque o acordo diz que Euatlo só precisa pagar seu mestre se vencer no tribunal.

1. O CONFLITO

O que acontece quando uma força irresistível encontra um objeto irremovível? Não há solução, certo? Pelo menos uma dessas duas coisas não pode existir. Como um exercício de lógica, esse raciocínio poderia ser considerado. Do ponto de vista físico, no entanto, é inconcebível. Por um lado, até mesmo uma força minúscula causa alguma aceleração em um objeto. Por outro lado, uma força irresistível iria requerer energia infinita, e isso não existe no universo.

BÔNUS: A FINITUDE DO UNIVERSO

Esse é para ficar pensando até enjoar. Fala sobre até onde chega a nossa visão do universo. Compare o espaço sideral (e considere ele como aquilo que nós vemos ao olhar para o céu à noite) com um campo de girassóis, por exemplo. Se o final desse campo de girassóis está além da sua visão, o que você vê? Bem, no começo você consegue ver cada girassol individualmente, mas à medida que a visão vai se afastando você passa a ver somente uma massa amarela, não é? Agora pense no universo: também não existem inúmeras estrelas além da Terra, todas elas emitindo uma luz branca? Se for assim, porque também não vemos uma massa completamente branca no céu?
Por isso, foi criada a teoria de que, de qualquer ponto do planeta, a nossa visão vai até a superfície de cada estrela. Assim, o que nós enxergamos ao olhar para o céu é um conjunto de incontáveis visões, cada uma delas indo até a superfície de determinada estrela (se todas elas se prolongassem pelo infinito, não deveríamos ver uma massa branca?). Mas a questão que permanece é: como isso pode ser verdade? Como é possível enxergar cada estrela somente até onde ela começa, e não além disso?

PARADOXOS UNIVERSAIS


11. ONIPOTÊNCIA


“Deus é capaz de fazer uma pedra tão pesada que nem ele possa levantar”? Nessa questão reside um paradoxo de discussão interminável. É muito simples: se ele pode tudo, tem que ser capaz de também fazer essa pedra. Mas se isso for verdade, ele não é capaz de tudo, porque não pode levantar a pedra que ele mesmo criou.

10. GRÃOS DE AREIA

Um grão de areia não poder ser considerado um monte de areia, certo? Bem, considere a seguinte situação: um milhão de grãos de areia faz um monte, correto? Agora, esse monte de areia menos um grão continua sendo um monte, não é? Se tirarmos mais um, ainda assim é um monte, certo? Então, repetindo essa operação por várias e várias vezes, chegaremos ao ponto em que haverá apenas um grão de areia, e esse grão de areia será também um monte. A questão é: quantos grãos de areia fazem um monte?

9. NÚMEROS INTERESSANTES

Imagine um conjunto qualquer de números naturais. Pense neles como “interessantes” (que tenham alguma característica relevante, como ser o primeiro número primo, ser o maior do conjunto, o menor, qualquer característica) e “desinteressantes”.
A premissa é a seguinte: é impossível haver números desinteressantes. Pelo seguinte motivo: suponha que você separa, em um conjunto, os números interessantes dos desinteressantes. Entre os desinteressantes, certamente haverá o menor de todos, o menor dos desinteressantes. Assim, ele tem uma característica relevante, e passa para o grupo dos interessantes. Então, o que era o segundo menor dos desinteressantes passa a ser o menor, portanto, é também relevante, e passa aos interessantes. Assim vai até que não haja mais nada no conjunto dos desinteressantes.

8. O PARADOXO DA FLECHA

Para um objeto se mover, sua posição no espaço deve mudar, certo? Pois bem, esse paradoxo do filósofo grego Zeno de Eleia (495 a.C – 430 a.C) diz que os objetos não se movem. Considere um instante como uma fotografia, cada espaço de tempo é uma fotografia na qual o objeto está parado. O exemplo usado por Zeno é o de uma flecha voando pelo ar. Se pudéssemos pegar o máximo de fotografias possíveis durante o movimento, em todas elas o objeto está parado, ou seja, ele jamais se moveu.

7. AQUILES E A TARTARUGA

Mais um paradoxo relacionado aos gregos, e mais uma vez sobre movimento. Aqui a situação é essa: imagine que o guerreiro Aquiles vai apostar corrida contra uma tartaruga. Aquiles dá à tartaruga uma vantagem de 30 metros. O paradoxo diz que Aquiles jamais conseguirá ultrapassar a tartaruga, pela seguinte razão: Quando Aquiles percorrer esses 30 metros, a tartaruga terá percorrido, digamos, 3 metros. Assim, quando Aquiles chegar aos 30 metros, que foi o ponto inicial da tartaruga, ele terá ainda que percorrer a distância que o separa da tartaruga para alcançá-la. Quando ele percorrer esses 3 metros adicionais, no entanto, ela já terá percorrido mais um metro, por exemplo. Se seguirmos essa lógica, Aquiles nunca poderá ultrapassar a tartaruga. Porque, sempre que ele chegar ao ponto em que a tartaruga estava quando ele atingiu o ponto anterior dela, ela já terá andado um pouquinho mais.

6. O PARADOXO DA INDECISÃO

O paradoxo original é de autoria, segundo consta, de Aristóteles, mas foi “oficializado” pelo filósofo Jean Buridan no século XIV. Eis a história: um burro, quase morrendo de sede e fome, encontra, ao mesmo tempo, uma tigela de água e um monte de feno. Indeciso, ele fica ponderando sobre qual a decisão a tomar: se mata primeiro sua sede para então matar a fome, ou vice versa. Ele morrerá de ambas as coisas antes que consiga tomar uma decisão final.

5. O ENFORCAMENTO SURPRESA

Um homem condenado à forca é sentenciado da seguinte forma: ele será executado em um dos dias de semana seguinte (um dia de semana), ao meio-dia, mas será uma surpresa. O juiz afirma que ele não saberá qual o dia do enforcamento até o instante em que, ao meio-dia, o carrasco baterá à porta de sua cela. Ao ouvir isso, o condenado começa a refletir, e chega a uma maravilhosa conclusão: ele não poderá ser executado! Pelo seguinte motivo: ele começa concluindo que o enforcamento não pode ser numa sexta. Se ele não acontecer até quinta, significa que só poderia ser na sexta, ou seja, não será uma surpresa para ele. Assim, o enforcamento só pode acontecer entre segunda e quinta. Daí, ele usa o mesmo raciocino: se chegar quarta-feira à noite e ele não for executado, não poderá mais. Porque sexta é impossível, e quinta, sabendo disso, não será também uma surpresa. Com quinta-feira descartada, só lhe restam segunda, terça e quarta, e o mesmo raciocínio é aplicado, até que o enforcamento não possa acontecer. Confiante, ele vai para a cela convencido de que não poderá ser enforcado. Quarta-feira, ao meio-dia, o carrasco bate à porta. Como ele estava crente que não seria executado, foi uma surpresa: o juiz não mentiu.

4. O BARBEIRO

Imagine uma pequena cidade aonde há apenas um salão de barbearia. Nem todos os homens da cidade vão ao barbeiro, assim, a população masculina da cidade pode ser dividida em dois grupos: os que se barbeiam sozinhos e os que vão ao barbeiro. Logo, assumimos que o barbeiro faz a barba de todos os homens que não barbeiam a si mesmos, certo? Mas aí caímos no seguinte paradoxo: o barbeiro faz ou não faz a sua própria barba? Se não fizer, ele (como “consumidor”) deve fazer a própria barba, ou seja, ele faz a sua barba! Mas se ele faz a própria barba, sua pessoa (como consumidor) entra no grupo dos que não fazem a própria barba (por isso vão ao barbeiro). Assim, se ele faz a própria barba, ele não faz a própria barba! Pense, pense…

3. A IMORTALIDADE DE ZEUS

Epimênides (cerca de 600 a.C) assegurava que Zeus era imortal. E afirmava isso com o seguinte poema:
Formaram uma tumba para ti, ó santo e elevado
Os cretenses, sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos!
Mas tu não és morto, tu vives e permaneces para sempre,
Pois em ti vivemos, nos movemos e temos nosso ser.
Ele chamava todos os cretenses de mentirosos. Mas ele próprio também era cretense. Assim, surge o paradoxo: se todos os cretenses são mentirosos, ele também é. Mas ele disse que todos são mentirosos. Se ele também é, isso é uma mentira, então todos são verdadeiros. Mas se todos são verdadeiros, ele também é (porque é um cretense). Mas ele disse que todos são mentirosos… e assim continua até você desistir de achar a solução.

2. O PAGAMENTO DE PROTÁGORAS

O Filósofo Protágoras (492 a.C) estava instruindo um discípulo, Euatlo, a arte da retórica e argumentação, para falar aos tribunais. Para comprovar a eficácia dos ensinos de Protágoras, eles fizeram o seguinte acordo: se Euatlo vencesse seu primeiro caso no tribunal, ele pagaria o preço do ensino a seu mestre; caso contrário, não pagaria. Aí, Protágoras fez o seguinte: processou Euatlo pedindo a quantia estipulada. Protágoras afirmou que ele seria pago de qualquer jeito. É claro, se Euatlo fosse derrotado no tribunal, teria que pagar a indenização, mas se vencesse, pagaria o preço de acordo com o trato feito. Aí, Euatlo replicou, dizendo o contrário: que não poderia pagar de jeito nenhum. Ora, se vencesse o julgamento, este dizia claramente: Euatlo não deve pagar Protágoras. Por outro lado, se Protágoras vencesse o caso, Euatlo não deveria pagá-lo, porque o acordo diz que Euatlo só precisa pagar seu mestre se vencer no tribunal.

1. O CONFLITO


O que acontece quando uma força irresistível encontra um objeto irremovível? Não há solução, certo? Pelo menos uma dessas duas coisas não pode existir. Como um exercício de lógica, esse raciocínio poderia ser considerado. Do ponto de vista físico, no entanto, é inconcebível. Por um lado, até mesmo uma força minúscula causa alguma aceleração em um objeto. Por outro lado, uma força irresistível iria requerer energia infinita, e isso não existe no universo.

BÔNUS: A FINITUDE DO UNIVERSO

Esse é para ficar pensando até enjoar. Fala sobre até onde chega a nossa visão do universo. Compare o espaço sideral (e considere ele como aquilo que nós vemos ao olhar para o céu à noite) com um campo de girassóis, por exemplo. Se o final desse campo de girassóis está além da sua visão, o que você vê? Bem, no começo você consegue ver cada girassol individualmente, mas à medida que a visão vai se afastando você passa a ver somente uma massa amarela, não é? Agora pense no universo: também não existem inúmeras estrelas além da Terra, todas elas emitindo uma luz branca? Se for assim, porque também não vemos uma massa completamente branca no céu?
Por isso, foi criada a teoria de que, de qualquer ponto do planeta, a nossa visão vai até a superfície de cada estrela. Assim, o que nós enxergamos ao olhar para o céu é um conjunto de incontáveis visões, cada uma delas indo até a superfície de determinada estrela (se todas elas se prolongassem pelo infinito, não deveríamos ver uma massa branca?). Mas a questão que permanece é: como isso pode ser verdade? Como é possível enxergar cada estrela somente até onde ela começa, e não além disso?

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