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Vitamina C para resfriados, isso funciona?

O resfriado comum é a doença infecciosa mais frequente nos seres humanos, e todos dessa doença pelo menos uma vez várias vezes por ano. Curiosamente, a vitamina C tem sido frequentemente considerada um tratamento eficaz. Por volta de 1970, o ganhador do prêmio Nobel Linus Pauling popularizou a teoria de que a vitamina C ajuda a tratar resfriados.
Ele publicou um livro sobre prevenção ao frio usando megadoses de vitamina C, ou até 18.000 mg por dia. Para comparação, a dose recomendada é de 75 mg para mulheres e 90 mg para homens. Naquela época, nenhum estudo confiável havia provado que isso fosse verdade. Mas nas décadas seguintes, vários estudos controlados examinaram se a vitamina teve algum efeito no resfriado comum.

Vitamina C para resfriados, isso realmente funciona?
Os resultados foram bastante decepcionantes. Uma análise de 29 estudos, incluindo 11.306 participantes, concluiu que a suplementação com 200 mg ou mais de vitamina C não reduziu o risco de pegar um resfriado. No entanto, os suplementos regulares de vitamina C tiveram vários benefícios, incluindo: redução dos sintomas de um resfriado, tornando-o menos grave, os suplementos reduziram o tempo de recuperação em 8% em adultos e 14% em crianças, em média.
Uma dose suplementar de 1-2 gramas foi suficiente para reduzir a duração de um resfriado em 18% em crianças, em média. Outros estudos em adultos descobriram que 6-8 gramas por dia são eficazes. A vitamina C parece ter efeitos ainda mais fortes em pessoas que estão sob intenso estresse físico.
Vitamina C para resfriados, isso realmente funciona?
Nos corredores e esquiadores de maratona, a vitamina C quase reduziu pela metade a duração do resfriado comum. A vitamina C é um antioxidante e necessário para produzir colágeno na pele. O colágeno é a proteína mais abundante nos mamíferos, mantendo a pele e vários tecidos resistentes, mas flexíveis.

O que pensam os que não acreditam que o homem chegou (12 vezes) à Lua

O que pensam os que não acreditam que o homem chegou (12 vezes) à Lua

Pegada na LuaDireito de imagemNASA
Image captionHá 50 anos, o astronauta Neil Armstrong (1930-2012) disse ter dado um 'pequeno passo para o homem, grande passo para a humanidade'
Cinquenta anos depois de o astronauta Neil Armstrong (1930-2012) ter dado aquele "pequeno passo para o homem, grande passo para a humanidade", ainda há muita gente que não acredita que um ser humano - para ser mais exato, 12, em seis viagens diferentes da missão Apollo - pisou na Lua.
Teorias conspiratórias de diferentes níveis de complexidade estão a um clique do mouse. E, em tempos de fácil propagação de fake news em redes sociais, ganham fôlego online. "Não adianta tentar rebater uma teoria da conspiração porque outra vai aparecer logo após. Por isso o melhor é voltar ao início e ver como aconteceu a corrida espacial", diz à BBC News Brasil o físico e engenheiro brasileiro Ivair Gontijo, cientista da Nasa, a agência espacial americana.
"Muitas pessoas tem dúvidas legítimas e querem entender, mas quando procuram pelo assunto na internet, acabam achando mais teorias da conspiração e ficando mais confusas ainda."
De tempos em tempos, diversas pesquisas de opinião são realizadas pelo mundo para medir o quanto as pessoas acreditam no sucesso das missões Apollo. O nível de descrença varia de 6% a 57% - este último impressionante número é de levantamento divulgado ano passado pelo VTsIOM, o instituto nacional de pesquisas de opinião da Rússia, e deve refletir sobretudo os esforços de contrapropaganda da Guerra Fria, quando a então União Soviética era rival dos Estados Unidos na chamada corrida espacial.

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Ciro diz que como presidente vai renegociar reforma trabalhista



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© REUTERS/Adriano Machado .
O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse nesta terça-feira que, se eleito, irá buscar uma renegociação da reforma trabalhista, salientando que acha importante uma mudança na legislação, mas que não concorda com o que foi aprovado durante o governo de Michel Temer.
"O meu compromisso é trazer essa bola de volta para o centro do campo e recolocar a discussão", afirmou o pedetista, em evento da indústria em São Paulo.
Ao ser questionado por alguns empresários presentes em tom de cobrança sobre outras ocasiões em que declarou que iria revogar a reforma, Ciro disse que o uso do termo "revogar" não passava de um "cacoete de professor".
"Eu acho que essa reforma trabalhista que passou, sem embargo de ter coisas boas, tem três defeitos de origem que recomendam a gente trazer a bola de volta e abrir uma conversa entre sindicatos e empresários em direção a achar o caminho de convergência em que não fique uma parte humilhada e derrotada, e a outra parte vitoriosa", explicou.
ALIANÇAS
Sobre a viabilidade de reunir partidos do novo centrão com PSB e PCdoB em uma só aliança, Ciro demonstrou otimismo.
"Foi assim que redemocratizamos o Brasil lá atrás e é assim que a gente governa o Ceará com grande êxito", disse o presidenciável, acrescentando que, em função da aliança desses partidos no Ceará, seu Estado natal, o diálogo é mais "natural".
"Eu quero juntar todos os que tiverem vontade de ajudar o Brasil a virar esse jogo trágico", disse ao ser questionado especificamente sobre o PR, que até agora vem negociando com o PT e com o PSL, do pré-candidato Jair Bolsonaro.
"O problema brasileiro hoje é tão grave, que é tão ilusória a ideia de que qualquer um de nós possíveis candidatos terá capacidade de resolver o problema do Brasil sem um amplo diálogo com forças contraditórias", completou o pedetista.
(Reportagem de Laís Martins; Edição de Alexandre Caverni)

Mobilidade Urbana

A questão da mobilidade urbana é um dilema enfrentado no espaço geográfico brasileiro, com cada vez mais veículos individuais inchando as ruas das grandes cidades.

A mobilidade urbana, isto é, as condições oferecidas pelas cidades para garantir a livre circulação de pessoas entre as suas diferentes áreas, é um dos maiores desafios na atualidade tanto para o Brasil quanto para vários outros países. O crescente número de veículos individuais promove o inchaço do trânsito, dificultando a locomoção ao longo das áreas das grandes cidades, principalmente nas regiões que concentram a maior parte dos serviços e empregos.
O Brasil, atualmente, vive um drama a respeito dessa questão. A melhoria da renda da população de classe média e baixa, os incentivos promovidos pelo Governo Federal para o mercado automobilístico (como a redução do IPI) e a baixa qualidade do transporte público contribuíram para o aumento do número de carros no trânsito. Com isso, tornaram-se ainda mais constantes os problemas com engarrafamentos, lentidão, estresse e outros, um elemento presente até mesmo em cidades e localidades que não sofriam com essa questão.
Outro fator que contribui para aumentar o problema da falta de mobilidade urbana no Brasil é a herança histórica da política rodoviarista do país, que gerou um acúmulo nos investimentos para esse tipo de transporte em detrimento de outras formas de locomoção. Com isso, aumentou-se também a presença de veículos pesados, como os caminhões, o que dificulta ainda mais a fluidez do trânsito no Brasil.
A cidade de São Paulo é uma das que mais sofrem com esse problema. Em média, o paulistano pode passar até 45 dias do ano no trânsito, algo impensável para quem deseja uma melhor qualidade de vida no âmbito das cidades. Aparentemente, as medidas criadas para combater essa questão não foram de grande valia, tais como: o sistema de rodízio de automóveis, a construção de mais ruas, viadutos e avenidas para a locomoção, entre outras.
A grande questão é que, segundo especialistas, não há perspectiva de promoção de uma real mobilidade urbana no Brasil se as medidas adotadas privilegiarem o uso do transporte individual. É preciso, pois, melhorar as características do transporte público de massa, com mais ônibus, metrôs e terminais. Além disso, incentivos a meios de transporte como as bicicletas, além de contribuir para essa questão, ajudam a reduzir a emissão de poluentes na atmosfera e melhorar a qualidade de vida no meio urbano. Por isso, a construção de ciclofaixas ou ciclovias surge como uma saída viável e inteligente.
Outra solução apontada para combater o inchaço de veículos nas cidades é a adoção do chamado pedágio urbano, o que gera uma grande polêmica. Com isso, os carros e motocicletas teriam de pagar taxas para deslocar-se em determinados pontos da cidade, o que recebe apoio de muitos especialistas, mas também o rechaçamento de outros. Se, por um lado, essa medida estimularia o transporte coletivo ao invés do individual; por outro, as críticas colocam que apenas a população de menor renda média é que seria direcionada para esse sentido, o que representaria, em tese, uma exclusão desse grupo ao espaço da cidade.
Vale ressaltar também que o modelo histórico de organização do espaço geográfico brasileiro não contribui para uma mudança desse cenário. Afinal, ao longo do século XX, houve uma rápida urbanização do país, que assistiu a um acelerado processo de crescimento das cidades e também de metropolização, ou seja, a concentração da população nas grandes metrópoles. Se o país tivesse passado por um processo de Reforma Agrária adequado, de forma a conter o elevado êxodo rural e, consequentemente, os níveis de urbanização, talvez essas e outras questões urbanas fossem de mais fácil resolução.
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Isso nos mostra como somos pequenos!



Pombos gordos

A senadora Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT, acusa Michel Temer de agir como um “Robin Hood às avessas” e denuncia o ilegítimo por promover uma vergonhosa barganha para livrá-lo de uma cassação de mandato já na abertura dos trabalhos no Congresso Nacional. “Temer e a aristocracia estatal distribuem milho aos pombos gordos de Brasília e de sua burocracia estatal”, escreve.
Gleisi Hoffmann*
Em pouco mais de um ano no governo, Michel Temer vem cumprindo à risca o roteiro para o qual foi designado pelos arquitetos do golpe contra Dilma Rousseff. Como se fosse um Robin Hood às avessas, Temer tira recursos de programas voltados aos mais pobres para garantir os benefícios dos mais ricos. Em ritmo acelerado, vamos queimando o capital social acumulado nos 13 anos de mandatos do PT, que fizeram do Brasil um exemplo para o mundo desenvolvido, sobretudo pela capacidade para acabar com problemas crônicos da nação, entre eles a fome, e ainda reduzir consideravelmente a pobreza.
O desprezo de Temer e de seus associados é de fácil constatação. Somente na semana passada, o governo ilegítimo anunciou o corte de quase metade dos recursos destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento, uma das prioridades dos governos petistas, e grande responsável pela geração de milhares de empregos e pela execução de obras estruturantes que modificaram a paisagem de várias regiões do País.
Segundo Temer, o corte foi uma maneira de ajustar as contas do país, a exemplo do que já havia sido feito com o congelamento dos reajustes do Bolsa Família, o fim do programa Farmácia Popular e o contingenciamento dos recursos destinados às famílias de baixa renda na construção de unidades do Minha Casa, Minha Vida.
A escolha desses programas dá a dimensão das prioridades do governo golpista. O rombo nas contas públicas, que sustentam a pesada taxa de juros, é a grande desculpa para a suspensão de investimentos e para a aprovação de medidas que promovem o desmonte do Estado brasileiro. Em apenas um ano, Temer conseguiu a proeza de aprovar emenda que congela os gastos com Saúde e Educação por 20 anos, aprovou a malfadada “reforma” trabalhista e agora tenta mudar as regras da previdência social, atingindo principalmente os trabalhadores que mais necessitam da retaguarda do poder público para sobreviver com o mínimo de dignidade.
Mesmo sob acusações pesadas de corrupção, com provas fáticas, a crise não existe para Temer. Prova disso são os milhões de reais que vêm sendo destinados em emendas aos parlamentares de sua base, numa vergonhosa barganha para livrá-lo de uma cassação de mandato já na abertura dos trabalhos no Congresso Nacional, marcada para esta semana.
Em nenhum momento, o presidente ilegítimo acenou, por exemplo, com a taxação de grandes fortunas ou de lucros e dividendos para tapar os “buracos” no orçamento de que tanto fala. Também se recusa em discutir a redução das mordomias de uma casta privilegiada do serviço público, que recebe aumentos e acumula benefícios pecuniários inimagináveis aos meros mortais. Em meio à crise fiscal, o desgoverno de Temer é capaz de perdoar dívidas milionárias de empresários, enquanto enfia aumentos de impostos goela abaixo da população somente para garantir o equilíbrio das contas públicas – o caso dos reajustes da gasolina e do diesel é o mais recente, mas não será o último.
Somado a tudo isso, a aristocracia do serviço público despreza o Brasil real. O Conselho Nacional do Ministério Público se autoconcedeu um aumento salarial de 16%. Logo eles, que recebem os maiores salários da República e são os arautos da moralidade.
É assim que vão descontruindo o Brasil com que sonhávamos e começamos a construir. Um país onde havia menos desigualdade social e que já havia afastado de sua agenda fantasmas históricos como a fome e a dívida externa; em que jovens passaram a ter acesso à educação e onde milhões haviam deixado a informalidade para ingressar no mercado de trabalho. Enquanto os pobres se espalham novamente pelas ruas e dormem nas praças, Temer e a aristocracia estatal distribuem milho aos pombos gordos de Brasília e de sua burocracia estatal. Lembro-me da música de Zé Geraldo!
*Gleisi Hoffmann é senadora e presidenta nacional do PT.

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